Hoje me lembrei deste texto que escrevi a um bom tempo e quase me acabei cavando minha linha do tempo no facebook para encontra-lo.
Então Seu Aldo e seu filho Kaká desciam a rua onde moravam com rumo à padaria. Aldo estava de folga do serviço e arrastava Kaká contrariado mas não birrento pelo braço.
O Sol irradiava suave entre as folhas daquele bairro tranquilo e uma fresca brisa os convidava à caminhada.
Como que surgido do nada aproxima-se deles um rapaz de cabelos longos e brilhantes, uma evidente barba rala por fazer e um vestido simples de bolinhas azuis. Passa por eles e diz bom dia.
- Bom dia - Respondem eles - Seu Aldo não dera atenção maior, mas Kaká torcia o pescoço feito uma coruja olhando para o rapaz.
- Pai - chamou Kaká - Que cara estranho, né?
- Pois é.
- Ele pensa que é uma mulher?
- Sei lá. A barba deve complicar esse pensamento.
- Então o quê?
- O que, o que?
- Não entendo.
- Então coloque na lista de coisas que não entendemos.
- Farei isso, mas é muito estranho. Sou contra isso.
- Coloca isso também.
Kaká ficou pensativo por um instante mas indagou em seguida :
- O que não entendemos agora?
- Como você pode ser contra o que não é da sua conta.
- J.Giacomo
